Esse caminho tem mais de uma centena de anos e já foi uma via pela qual já passaram pessoas que buscavam novas fontes de ouro para garimpo; depois virou "rodovia" por meio da qual trafegavam carros de boi, caminhões e veículos de transporte de gente até as regiões vizinhas. Há pouco mais de vinte anos, construíram a estrada asfaltada para Espírito Santo do Dourado (aquela que corro a pé lá embaixo) e a que passa em frente de minha casa foi abandonada. Quando comprei este sítio, em 1994, o caminho, embora precário, estava preservado apenas até a entrada da velha casa. Daquele ano até agora venho tentando manter suas condições de rolagem a duras penas. E é disso que estou falando. De limpar a capa de terra arrastada sobre a base de pedregulho, para que os pneus se agarrem suficientemente, não nos deixando a meio caminho, no barro e na chuva.
Na noite passada mal pude dormir com dores nos ombros; Vania com dores nas costas. É claro que esta que se aproxima não será diferente. Mas valeu a pena! A estrada velha e rústica está mais transitável e nós um pouco menos ameaçados de atolar tendo que amassar barro até em casa. Afinal, as chuvas continuarão por pelo menos mais três meses...