Mais tarde Vania e eu colhemos bananas variadas (Nanica, Santomé, Prata, Maçã, Ouro), as ensacamos (dessa vez para que amadureçam mais rapidamente, enganando o clima frio) e já destinamos uma parte das mais maduras aos pássaros que ficam com cara de pidonchos (eu sei, eu sei, isso é paradoxal, mas, como disse Winnicott, em algum lugar, é daqueles paradoxos que não precisam ser explicados, colhemos bananas para aqueles mesmos comilões a quem negamos as nêsperas – da parte baixa das árvores, diga-se!). Em seguida fomos ao pomar principal e continuamos com a poda de formação e de correção das árvores: macieiras, anoneiras, amoreiras, acerolas, feijoas, laranjeiras). Isso, como fica expresso nas fotos, até o cair da tarde – no inverno a tarde despenca e a noite nos pega de surpresa. Ficamos um pouco frustrados com a velocidade do dia. Isso tem uma explicação a mais: além de eu estar mais envolvido com a universidade, Vania inaugurou seu escritório de advocacia lá na frente do conservatório musical, e agora quase tudo que ela poderia fazer durante a semana ficou para o sábado e o domingo. Com isso, teremos que inventar uma nova distribuição dos afazeres domésticos e dos afazeres rurais. Ainda bem que adiantamos muitíssimo o trabalho a fazer na primavera e verão; estamos bem adiantados e podemos encontrar esse novo ritmo com tranquilidade. Nas fotos: pomar, a alegria dos cachorros quando digo que vamos para casa, equilibrando em cima de uma macieira, uma horta orgânica e natural...
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
A noite que chega e o ipê amarelo!
Mais tarde Vania e eu colhemos bananas variadas (Nanica, Santomé, Prata, Maçã, Ouro), as ensacamos (dessa vez para que amadureçam mais rapidamente, enganando o clima frio) e já destinamos uma parte das mais maduras aos pássaros que ficam com cara de pidonchos (eu sei, eu sei, isso é paradoxal, mas, como disse Winnicott, em algum lugar, é daqueles paradoxos que não precisam ser explicados, colhemos bananas para aqueles mesmos comilões a quem negamos as nêsperas – da parte baixa das árvores, diga-se!). Em seguida fomos ao pomar principal e continuamos com a poda de formação e de correção das árvores: macieiras, anoneiras, amoreiras, acerolas, feijoas, laranjeiras). Isso, como fica expresso nas fotos, até o cair da tarde – no inverno a tarde despenca e a noite nos pega de surpresa. Ficamos um pouco frustrados com a velocidade do dia. Isso tem uma explicação a mais: além de eu estar mais envolvido com a universidade, Vania inaugurou seu escritório de advocacia lá na frente do conservatório musical, e agora quase tudo que ela poderia fazer durante a semana ficou para o sábado e o domingo. Com isso, teremos que inventar uma nova distribuição dos afazeres domésticos e dos afazeres rurais. Ainda bem que adiantamos muitíssimo o trabalho a fazer na primavera e verão; estamos bem adiantados e podemos encontrar esse novo ritmo com tranquilidade. Nas fotos: pomar, a alegria dos cachorros quando digo que vamos para casa, equilibrando em cima de uma macieira, uma horta orgânica e natural...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A “neve” da jabuticabeira, as abelhas e o homem da roça!
Não devo esquecer de dizer que elas dão flores mais de uma vez ao ano, porque Vania cuida de regá-las a vontade por todo o outono e inverno; sem isso e nada do que relato aqui aconteceria nesta proporção. Também temos 3 jabuticabeiras-do-mato, mas estas foram visitadas por pombas-do-ar que amam suas flores ainda no início de seu crescimento e o resultado foi trágico! Nenhuma ou muito pouca jabuticaba se salvará! Como disse, em outra ocasião, viver nos bosques requer vigilância, trabalho exaustivo, algumas frustrações, e eventualmente, alguma tragédia. Contudo, no geral, a vida corre solta e a exaustão é compensada com um festival de cores, sabores, aromas, sono reparador, corpo fortalecido pelo farto exercício, pensamentos focados e o sentimento de que se está mais próximo da uma vida de fato viva. Mas é para poucos! A exigência das estações, do crescimento das colheitas, do esforço diário realmente assusta a maioria.
Quando vejo o trabalho duro do homem do campo – eu não vivo do campo e sim no campo – vejo a injustiça cometida contra toda uma população que se esfalfa, à beira do desmaio, para que seus produtos sejam explorados por atravessadores e regateados pelos consumidores. Deveriam todos passar alguns dias tentando retirar alimento do chão para dar o merecido valor ao trabalho do sujeito da roça, muito particularmente aqueles que fazem a agricultura familiar e tentam escoar sua pequena produção nos centros urbanos. Vejo-os à beira da miséria trabalhando todos os dias de sua vida, da infância à velhice e mal conseguem a camisa que vão suar, as botinas que vão desgastar, sendo degradados a viver de aposentadoria do Estado, como sua última e única renda. Não sei que solução poderia haver para tal descalabro, mas sei muito bem – por viver entre eles, participando de uma associação de agricultura orgânica – que trabalham o mesmo tanto que o sujeito das grandes cidades, com as mesmas necessidades e os mesmos sonhos! Qual a diferença entre o sujeito do campo e o da cidade, para que haja tal discrepância de distribuição da renda? Talvez o primeiro item de uma agenda de cuidados com a situação, seja acabar com os atravessadores. Que vão plantar batatas, no asfalto, com enxadão de borracha no décimo terceiro inferno de Dante, eternamente, para pagar pelos males que causaram ao povo do campo! Acho que Dante deve excetuar as classes C e D das urbes, que também têm seus corpos, mentes e tempo da vida usados para enriquecimento imoral de uns quantos... Sobre o inferno leia em: http://www.levileonel.blogspot.com/
Furiosa como a água!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
As mulheres, as minas e as caixas d'água!
O Taj Mahal e os mourões do Cervo!
sábado, 1 de agosto de 2009
O pomar e as chuvas de inverno!
Não significa que não tenhamos que usar nosso tempo, com administração e comedimento para nossa vida de moradores nos bosques. Além disso, surgem certas acontescências muito próprias da vida no campo. Como exemplo, as chuvas que não eram previstas para a época, nos farão ter que repassar a roçadeira bem antes do previsto, por volta de fim de setembro. A previsão era para novembro, com as primeiras chuvas fortes. Enfim, ficamos com o dobro do trabalho para o período. Também teremos que fazer certos consertos de telhado só depois de uma estiagem de duas semanas (se ela vier); e fazer em agosto, quando faríamos em setembro.
Ps.: Relendo "A Náusea" no http://www.levileonel.blogspot.com
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Inverno chuvoso em São Paulo!
sábado, 25 de julho de 2009
O Teatro Municipal de Pouso Alegre e o pousoalegrense!
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Bíos e Zoé!
terça-feira, 21 de julho de 2009
Em São Paulo cada um para seu norte!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Monte Santo de Minas!
À tarde, após o almoço, fui ao Museu pesquisar jornais da cidade entre 1967 e 72, onde haviam notícias do dia em que Pouso Alegre se revoltou com o projeto de venda do teatro municipal para um banco. Isso provavelmente fará parte de minha pesquisa sobre aquele patrimônio histórico.
Sábado, foi um dia mergulhado em livros os mais diversos, buscando o melhor jeito de apresentar a importância do teatro para a identidade do sujeito pousoalegrense. De oito da manhã até 22 horas, interrompido apenas pelo almoço frugal e algum alongamento para relaxar as costas e os olhos. De princípio me sinto andando com o texto... mas, não dá para dizer que ele dá conta do projeto. Falta ainda um bom caminho!
Anteontem, domingo, decidimos vir a Monte Santo de Minas para fazer pagamentos de algumas contas relacionadas com o sítio de Dona Vilma e fazer a manutenção geral, usando roçadeira, capina e podas necessárias para que o lugar fique apresentável, já que queremos vendê-lo o mais cedo possível (publiquei fotos do Sítio do Mandú recentemente). É um pequena viagem de 250 quilômetros, e mais algumas horas de trabalho até ontem, por volta das duas da tarde. Depois, foi só voltar, ansiosos por ter deixado nossa trupe de cachorros sozinhos, o que não é hábito. O Chefinho cuidou de tudo na nossa ausência, e que Gabi aguentou bem a ansiedade de ficar longe de nossa proteção! Resumindo, cuidamos do sítio Estância Olhos D'Água que reformamos para venda. Belíssimo, bem localizado no sudoeste de Minas, água pura e abundante, lago de peixes, mata ciliar etc. Terra natal de Vania, lugar que um dia já esteve sob as águas de algum mar ou oceano, a julgar pela geologia característica.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Vó Pina e o assento cinza (azul?)!
E eu: "É sim, Vó Pina!" Pensando se entro na campanha dela para abolir-se os indefectíveis assentos azuis (cinzas?). Aí tive uma iluminação.., uma fulguração.., como dizia Sartre. Vamos pintar todos os assentos de azul (cinza?)!!!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Casacos e andrajos!
terça-feira, 14 de julho de 2009
As costas da serpente e o ventre do ônibus!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Inverno úmido e quente! Que surpresa!
Domingo, depois da corrida, plantamos dois pés de jabuticabas, colhi uma jaca (nas fotos), um cacho de banana ouro, terminei a arrumação hidráulica da horta, transpus cavalinhas de um lugar inóspito para a horta; Vania podou uma buganvile que nos impedia de passar em direção ao pomar, carpiu o entorno das roseiras, cuidou de dar formato aos canteiros. Depois afiei as foices, enxadas e facões que serão usados na roçada da semana. Pus a arder a lenha do fogão e com a trempe quente coloquei a assar cinco jogos de coxa e sobrecoxa de frango. Trata-se de colocar algumas peças de tijolo que criam um vão de um palmo acima da trempe aquecida pelas achas. É uma maneira improvisada de assar sem ser direto no calor da brasa; o calor, deste modo, se distribui uniformemente e a carne termina de assar simultaneamente. Fazemos isso um ou dois finais de semana por mês, comendo um jogo cada um no almoço de sábado ou domingo e depois guardamos na geladeira os outros. Nos dois ou três dias seguintes aquecemos um jogo cada e só cuidamos do acompanhamento a base de caldos de legumes, saladas com itens diversos – todos da horta - e arroz integral, sementes de linhaça, especiarias etc. Não devo esquecer os dois coffee-breaks que se tornaram a especialidade da casa, ou de Vania, o que dá na mesmo: no meio da manhã ela prepara um creme a base de suco de laranja pera, bahia, nativa ou tipo pingo de mel, com duas ameixas, linhaça; o segundo, no meio da tarde, com suco de laranjas de vários sabores com mexericas variadas e algo para comer. Ao anoitecer, quase sempre, faço um café com queijos, goiabada cascão e biscoitos. Mais tarde comemos um mini-lanche com chás aromáticos. De fato só fazemos uma refeição, o almoço, ao estilo mediterrâneo, quase sempre acompanhado de uma pequenina dose de bebida alcoólica de boa procedência, vinho preferencialmente. Mas pode ser cachaça, conhaque etc.Bem, terminamos o dia lendo e escrevendo...
sexta-feira, 10 de julho de 2009
A Abelha e o Dentista!
Hoje, em PA, comecei pelo dentista, e todo aquele confortável sentimento de que estou cuidando da saúde e o desconforto de picadas para anestesia, forçamento da boca para que satisfaça as necessidades dos procedimentos etc etc. Felizmente o primeiro é bem mais duradouro do que o segundo! Depois, uma série de problemas a resolver: internet que funcione na serra; algumas emendas com rosca de três quartos para mangueiras de irrigação da horta; encomendar mudas de uvas e jaracatiás; gasolina para a roçadeira; cortar cabelo; biblioteca da Universidade do Vale do Sapucaí; Museu Municipal, Conselho de Psicologia, Atendimentos... Depois, numa lan house, verifiquei e-mails, orkut e coloquei algumas frases que me interessaram na leitura da semana, no blog http://www.levileonel.blogspot.com/
terça-feira, 7 de julho de 2009
Ônibus e leitura combinam!
Também gravo ou escrevo um ou outro pensamento sobre textos, sessões de terapia, cuidados com o sítio, a quem devo ligar, mensagens a algumas pessoas que o solicitam etc. Sem esquecer, é claro, que são pelo menos duas horas de leitura sem interrupções (a viagem acontece em três horas de rodoviária a rodoviária). Ao chegar em SP, tinha lido a primeira parte de Privação e delinquência, de D. W. Winnicott, sobre as motivações inconscientes da violência, do roubo e outras atitudes anti-sociais. São leituras que já fiz em 1995, num curso de psicologia e, depois, durante uma longa supervisão de Rahel Boraks. Agora que estou para realizar um curso sobre as tendências anti-sociais, me vi na obrigação de rever cada um dos pontos onde o autor finca sua teoria. A obrigação se revelou, mais uma vez, uma grata satisfação! Resumo, até o final de semana, suas principais elocubrações no blog http://www.levileonel.blogspot.com/ conforme combinado com quem tem interesse em acompanhar minha leitura.
Hoje, ante-véspera de feriado em São Paulo, me fez chegar um pouco antes para compensar as horas da quinta que não trabalharei.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
AAEcoMinas e o Recanto das Orquídeas!
Para finalizar o domingo, li um pouco mais de “Vida e Criação de Abelhas Indígenas sem Ferrão” e V. foi controlar formigas saúva e quenquen, um combate diário e paciencioso, pois vencê-las jamais. Estamos providenciando gergelim para espantá-las; segundo algumas pesquisas elas odeiam o fungo que produzem. Estamos pagando para ver...
Hoje podei as videiras de mesa, Itália rosa e branca, Moscatel e outras, Retirei do chão mourões já apodrecidos, aplanei o chão e retirei, a base de enxadão, tocos de assapeixes, que roçamos a foice no começo do ano, no final das águas. Exaustos, almoçamos e fomos a PA para uma reunião da AAEcoMinas, à biblioteca da UNIVÁS e ao supermercado para comprar as provisões da semana.
sábado, 4 de julho de 2009
O Rabicho e a dissertação!
Anteontem, quinta, saí de São Paulo com o tempo mudando; uma cálida manhã passou a uma tarde fria e úmida; ao chegar em Espírito Santo do Dourado a temperatura estava ainda mais baixa! Já sei que sempre se conta menos quatro graus que São Paulo, mas desta vez o contraste passou dos dez. Ao chegar em PA, como de costume, fui até o estacionamento da rodoviária, por volta das vinte e duas horas, e lá encontro Vania com o Rabicho, o único dos cães que se atreve a entrar no carro. Na verdade, ele sente grande prazer nisso! Já conhece todas as palmeiras, postes, lixeiras e alambrados disponíveis para uma mijadinha de demarcação de seu território. V. fica ali, pacienciosamente esperando que ele entre no carro (eu idem), para que voltemos todos para casa. Mas o cãozinho tem todo um ritual que inclui ir e vir, girar sobre os calcanhares e erguer uma perna na ida e depois a outra na volta. Uma gotícula de líquido molha um capim mais saliente, depois uma casca rústica de uma árvore.
Como o Rabicho é dirigido principalmente pelo nariz, ao chegar perto do carro o chamo e ele vai na direção das mais diversas pessoas, olhando atentamente no rosto, pra identificar o amigo que tanto adora. Às vezes quase me ofendo com sua incapacidade para me identificar de longe! Não raro, com aquela carinha boba, aquele nariz preto e fino, fica olhando uma mulher tentando ver se não sou eu. Nem mesmo meu sexo ele sabe! Me justifico, já que com ele este argumento seria inútil, que os seres humanos mudam tanto de uma hora para outra, usando roupa, óculos, penduricalhos nas orelhas, cobertura na cabeça, que só resta-lhe confiar em algum traço do nariz, um naco da boca, uns fios de barba e cabelo, um jeito de andar, para se convencer de que conhece quem lhe chama. Então o perdôo por quase nunca saber quem sou eu no meio de outras pessoas. Quando ele se convence de que eu sou eu mesmo, aí é uma festa! Abana o rabo... não, chicoteia o rabo com tal vigor que o corpo todo é usado nesse movimento! Depois se distrai mais um pouco com os postes e flores.
Me esqueci do tempo! Enfim, acho que falava do tempo porque neste momento chove forte e é algo que jamais aconteceu em julho desde que aqui chegamos, quinze anos atrás. É aconchegante, mas um pouco estranho. V. também acha, mas não perdeu tempo e plantou alguns caroços, já brotados, de abacate, nos limites da propriedade, mais precisamente nas terras do vizinho sul, que, aconselhado por nós, deixou uma pequena reserva à volta de suas nascentes. É justamente nesta reserva que V. colocou as sementes em berço esplêndido “para tratar dos bichos que são tímidos demais para virem comer perto de casa!” A chuva aguou o suficiente para os próximos dez dias... (Na foto, a esquerda, nosso heroizinho preto com Vania fazendo suas inspeções diárias no corpinho de Gabi; atrás, partes do Soneca Golden Boss)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Pernas, prá que vos quero?!
Ao fundo canto de um casal de siriemas!